Quem é que nunca dobrou um aviãozinho de papel? Ou mesmo um barquinho que vira também um chapéu de soldado? Provavelmente, foi algo aprendido de um familiar, de um amigo ou na escola. Aqui está a força do Origami. Ele segue por gerações e atravessa oceanos nesta tradição oral. Esta arte permeia brincadeiras, está nos estudos e, sem a gente perceber, no nosso dia a dia.

Por isso também, é tão difícil afirmar uma época exata e pelas mãos de quem tudo teria ganhado vida. Alguns estudiosos do Origami afirmam que o hábito de dobrar papéis é tão antigo quanto a existência da primeira folha de papel obtida na China. Uma curiosidade: Em chinês, a arte de dobrar papéis é chamado de "zhézhǐ".

Muito antigamente, as figuras de papel tinham basicamente fins religiosos. O material também era caro e luxuoso, e só quem tinha acesso era a nobreza. Os samurais teriam trocado presentes na forma conhecida como “noshi”, que seria um papel dobrado com uma fatia de peixe seco ou carne. Os nobres teriam celebrado casamentos envolvendo copos de licor de arroz em formas de borboletas.

Apenas em 1797, foi publicado um livro (Hiden Senbazuru Orikata), contendo o primeiro conjunto de instruções para dobrar um pássaro sagrado do Japão.

A palavra “Origami” foi cunhada em 1880 a partir das palavras “ori” (dobrar) e “kami” (papel). Antes disto, essa arte era conhecida como “Orikata”.